EDUCAÇÃO

Alunas da rede estadual ganham cada vez mais espaço nas Olimpíadas de Matemática
Alagoas registrou seu maior número de medalhistas do sexo feminino na história da competição, 26 ao todo



Não existem limites para as mulheres. A cada dia, as representantes do sexo feminino conquistam novos espaços, mostrando que não há barreiras para a determinação, o esforço e talento. Na rede estadual de ensino de Alagoas não é diferente e, a cada dia, as garotas ocupam um espaço maior em áreas tradicionalmente masculinas, a exemplo das ciências exatas.

Isso pode ser comprovado pelo resultado da última edição da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP), quando Alagoas registrou seu maior número de medalhistas do sexo feminino na história da competição – 26 ao todo, sendo nove da rede estadual.

Destas nove medalhistas, sete também foram premiadas na Olimpíada Alagoana de Matemática (OAM) e Olimpíada Alagoana de Matemática das Escolas Públicas (OAMEP), ambas realizadas pelo Instituto de Matemática da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

Talentos

Uma das premiadas foi Gabriela Barbosa Souza, da Escola Estadual Almeida Cavalcanti, de Palmeira dos Índios. Além do bronze na OAM e na OBMEP, ela também conquistou bronze na Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) e prata na seletiva estadual do Concurso de Redação do Senado.

“Para conquistar uma medalha como esta, o segredo é estudar, esforçar-se e acreditar no seu potencial. Tive muito incentivo da minha família e da minha escola e também fico feliz pelo fato de que meu exemplo possa inspirar outras garotas a buscarem as mesmas conquistas”, afirma a estudante, que ainda foi bronze na OBMEP 2018.

Sua conterrânea Cinthia Gomes Paulino, da Escola Estadual Egídio Barbosa, pensa igual. “Ser premiada nestas olimpíadas mostra que o nosso esforço valeu a pena. Todo mundo pode ser bom em matemática, menino ou menina, basta se dedicar”, fala Cinthia, que também apontou o incentivo da sua escola como fundamental para a sua conquista: uma Menção Honrosa na OAM e um bronze na OBMEP 2019.

Não há limites

De Maceió, as estudantes Karen Soares de Souza, da Escola Estadual Professora Rosalva Pereira Viana e Gabriela Mendes Teles da Silva, da Escola Estadual Manoel de Araújo Dória, conseguiram bronze tanto na OAMEP quando na OBMEP. Para ambas, foi a primeira medalha em competições deste porte.

“É uma experiência nova para mim, uma sensação muito boa. Para ter sucesso na matemática, não há segredo, é estudar. Ela traz oportunidades para todos”, orienta Karen.

Já Gabriela diz que as mulheres estão superando preconceitos e barreiras. “Sempre gostei de matemática e essa medalha é gratificante, mostra que meu esforço valeu a pena. As mulheres podem fazer o que quiserem e estamos mostrando nosso valor na matemática, uma área onde há espaço para todos”, declara a garota, agradecendo também o apoio da sua unidade.

Orgulho

Josefa Vieira Bezerra, Weudja Costa, Elitan Araújo e Ana Adélia de Melo Santos, respectivamente, diretoras das escolas estaduais Almeida Cavalcanti, Egídio Barbosa, Rosalva Pereira Viana e Manoel de Araújo Dória, também não escondem o orgulho de suas meninas.

“Gabriela é muito dedicada, uma menina prodígio e orgulho para nossa escola. Na volta às aulas, fizemos questão de homenageá-la para que sirva de exemplo para outros alunos”, destaca Josefa. Weudja diz que a conquista de Cinthia motivou outras meninas da escola a formarem grupos de estudo de matemática.

“O público feminino está, aos poucos, rompendo barreiras e ocupando espaços nas exatas. Já temos muitas professoras de matemática, engenheiras. Cinthia sempre foi um prodígio e é exemplo de que as mulheres podem ser o que quiserem”, diz Weudja.

Para Elitan e Ana Adélia, suas alunas Karen e Gabriela são referências de meninas estudiosas e com bom comportamento.

“A medalha de Karen é um grande feito que orgulha a nossa escola, mostra a qualidade da escola pública e que estudar vale sempre a pena. É uma menina estudiosa e com uma família muito presente em sua vida escolar”, ressalta Elitan.

Ana Adélia lembra ainda que Gabriela dá continuidade a uma tradição da escola, que tem uma longa lista de medalhistas da OBMEP.

“Temos muito orgulho em termos mais uma medalhista de nossa escola nas olimpíadas de matemática. Cada vez mais, vemos as mulheres se destacando nas ciências exatas e, além da Gabriela, temos muitas alunas que se sobressaem nesta área”, revela Ana Adélia.

Também foram premiadas na OAM as estudantes Rayssa Thyelle da Silva Leite, da Escola Estadual Fernandes Lima, de Maceió; Cindhy Glauciele de Lima Rodrigues, da Escola Estadual Professor José da Silveira Camerino, de Maceió e Lívia Caroline Barbosa Almeida, do Colégio Tiradentes Arapiraca.




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EDUCAÇÃO  |  24/03/2020 - 14h